OS ÚLTIMOS DIAS BARRIGUDA

Sexta-feira, dia 21 de julho, era aniversário da minha amiga Gabriela. Eu e Rodrigo fomos no restaurante comemorar com ela. Ju e Cebola estavam lá tb, afinal, a Ju é irmã da Gabi, e comentei com a Ju que eu estava sentindo muita cólica, mas achava que era por causa do peso da barriga.

 

No domingo, 23, discuti com o Rodrigo por alguns problemas daqui de casa que ele insistia em não querer resolver. Não vou citar aqui o que foi, mas era algo que me incomodava muito. Isso já começou a marcar os últimos dias da minha gravidez...

 

Na 2ª feira, tudo normal, estávamos bem. Toda manhã estava sentindo muita cólica. Continuava achando normal. Eu deitava um pouco e tudo se resolvia. Como dia 26, 4ª feira, eu tinha consulta com o Dr. Jorge, resolvi deixar pra perguntar pra ele sobre isso e relaxei. Resolvi terminar de lavar as últimas roupinhas e passar as que já estavam secas. Passei roupa das 12h às 19h. De noite, a Jô e o Thiago vieram aqui. Comentei com a Jô, que é enfermeira, que estava sentindo muita cólica e que achava que minha barriga estava muito dura, que parecia que não tinha mais para onde crescer. Ela disse que eu poderia ficar tranqüila, pois minha barriga ainda estava bem alta. E, afinal, eu só estava com 32 semanas de gestação. MAL EU SABIA O QUE ME ESPERAVA NESTA NOITE...

 

Eu e Rô fomos dormir por volta da meia-noite e ainda comentamos sobre a minha barriga estar dura e sobre a expectativa que estávamos com a chegada das meninas.

 

Às 2h30 da manhã, acordei e vi que ainda estava passando o “Programa do Jô” – a TV estava ligada. De repente, senti que minhas calças estavam molhadas. Pensei – “Fiasquenta! Fez xixi na cama...”. Quando me levantei, vi que estava molhada até o joelho. Acordei o Rodrigo e comentei que achava que minha bolsa tinha rompido (querendo acreditar que  não).  O Rô achou que não era nada. Fui ao banheiro e chamei ele. Tinha umas gosminhas brancas na calcinha e começou a correr um frio na minha espinha... o Rodrigo, ainda não querendo que aquilo fosse verdade, mandou eu deitar e me acalmar. Sentei na cama. Esperei um pouco. Quando levantei, vi que a bolsa tinha rompido MESMO, pois começou a escorrer muita água pelas minhas pernas e eu não conseguia segurar. Aquele líquido quente simplesmente saía e não parava mais. Chegamos à conclusão de que, realmente, tinha chegado a hora. AS MENINAS NASCERIAM!

:: Postado por Mamãe Ju às 17h28
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CORRENDO PARA O HOSPITAL

Tentei me manter calma, apesar de estar um pouco tonta com toda aquela situação. O Rodrigo lembrou que tinha emprestado o carro para o pai dele, então nem carro tínhamos para irmos ao hospital!

Enquanto eu trocava de roupa e pegava os documentos meus e do convênio, o Rodrigo foi acordar o Negão, nosso amigo que mora aqui no prédio, pra ver se ele poderia nos levar ao hospital.

Pensei em pegar a malinha delas e arrumar, pensei em pegar minhas coisas, mas não fiz nada disso. O líquido não parava de escorrer e eu caminhava com uma toalha entre as pernas. Só o que consegui fazer foi ligar para minha mãe, em Santos, e contar o que estava acontecendo. Pedi que ela me dissesse que tudo daria certo. E ela disse... apesar de, depois me confessar que também se assustou.

Descemos até o estacionamento e o Negão nos levou até o Hospital Nipo Brasileiro, que é perto de casa, onde eu tinha decidido ter as meninas, já no 5° mês de gravidez.

Eu e Rodrigo subimos para o andar da Maternidade, onde eu seria atendida. Esperamos enquanto arrumavam a sala de atendimento e eu só falava pro Rodrigo: “Elas vão nascer hoje...” Não sabia o que eu sentia, se era alegria ou medo.

Quem me atendeu foi a Dra. Catarina. Fiquei super feliz, afinal, já conhecia ela. Foi ela quem fez o parto do meu sobrinho Gabriel, e como acompanhei a Evelyn nas últimas consultas do pré-natal, sabia que ela era gente muito boa.

Quando ela viu que era uma gravidez gemelar, com bolsa rota, de 32 semanas, arregalou os olhos e mandou avisarem o meu médico. Enquanto isso, fiquei deitada fazendo um exame chamado Cardiotocografia, onde eles medem os batimentos cardíacos dos bebês. As meninas ainda se mexiam dentro de mim. O líquido continuava escorrendo, mesmo eu estando deitada. Comecei à sentir muitas dores nas costas. Dra. Catarina verificou no exame que eu já estava tendo contrações. Segundo ela, se eu não entrasse em trabalho de parto, poderíamos tentar segurar mais uns dias. Mas pelo exame, eu já estava com 1 dedo de dilatação e com contrações. Não ia passar muito tempo até que as meninas viessem.

Como a Dra. Catarina constatou que as meninas iriam mesmo nascer, consultou o berçário patológico e parece que não tinha vagas. A Lua virou, foram 12 partos naquela noite e o berçário da UTI Neonatal estava lotado. Mas depois ela veio com a ótima notícia que eu poderia ter minhas pimpolhas ali no Nipo mesmo. Dei graças à Deus, pois escolhi este hospital justamente para que, se isso acontecesse, fosse próximo da minha casa.

Perguntei para a Dra. Catarina o que poderia acontecer, crente que eu ouviria algo como – “Calma, vai dar tudo certo.” Mas o que eu ouvi foi um desanimador – “Com 32 semanas de gestação, início do 8° mês, tudo pode acontecer.” Fiquei morrendo de medo...

Dali da maca não me deixaram mais colocar os pés no chão. Fui para uma cadeira de rodas e para outra maca, no Pronto Atendimento, enquanto arrumavam um apartamento na Maternidade (que estava bem lotada) para mim.

Comecei a notar que as contrações estavam compassadas. Pedi que o Rodrigo marcasse e vi que estavam vindo de 5 em 5 minutos.

Nesse meio tempo, fui fazer ultrassom e fiquei aliviada quando veio o resultado de que as meninas já estavam com mais de 1.700kg. A esposa de um primo meu, que trabalha no Hospital Albert Einstein, tinha me alertado – “Se passarem de 1.700kg, pode ficar tranqüila”. E eu tentei ficar.

Fiquei impressionada com meu comportamento. Estava sossegada, conversando muito com Deus, pedindo para que Ele me desse calma para aquele momento e que abençoasse minhas filhinhas, para que elas nascessem em perfeitas condições de saúde.

Dra. Catarina apareceu no Pronto Atendimento e passou um remedinho no soro pra segurar as contrações, já que o Dr. Jorge só viria às 7h fazer o parto. Mesmo assim, as contrações já vinham de 4 em 4 minutos.

Minha mãe chegou por volta das 4h30. Fiquei super feliz dela ter vindo de Santos para cá. O Ricardo, meu abençoado padrasto, veio junto (claro, só ele mesmo pra sair de Santos de madrugada). Enquanto o Rodrigo ia cuidar da papelada da internação, minha mãe ficou comigo e massageava minhas costas cada vez que vinha uma contração.

O apartamento da Maternidade, finalmente, ficou pronto e me levaram para lá. Era um apartamento grande, com uma ante-sala. As enfermeiras brincaram dizendo que eu ia ficar em uma acomodação maior pq teria gêmeas.

As contrações vinham mais próximas e a hora também ia passando. Às 6h, consegui falar com meu pai. Ele viu chamada minha no celular e ligou dizendo – “Já sei, estourou a bolsa”. Falei com ele e com minha madrasta, que tb tem gêmeas, e me deu a maior força.

Minha mãe ligou para meu tio Regi e avisou o que estava acontecendo. Pediu pra que contasse para a minha vó Ângela, mas com calma. Falei com a Dida que me desejou sorte. O Rodrigo tb ligou pro vô Lauro e avisou. Bom, pelo menos a corrente de orações por nós estava grande!

:: Postado por Mamãe Ju às 17h27
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O PARTO

De repente, duas enfermeiras vieram me buscar. Pediram para que eu tirasse brincos, relógios... fiquei só de camisolinha do hospital e me passaram para outra maca. Já estava na hora. Apesar da situação ser complicada, me mantive calma. Minha mãe e o Ricardo se despediram de mim e me desejaram sorte, enquanto o Rodrigo ia acertar tudo pra poder assistir o parto. Sim, graças à Deus ele ficou comigo. Ele não queria muito, mas qdo me vi naquela situação, disse pra ele que não poderia ficar sozinha na sala de parto e ele topou ficar comigo.

Fui para o centro obstétrico. Achei engraçado, pq era uma sala, com a porta aberta. Pensava que era algo mais assustador e complicado. Várias enfermeiras entraram e começaram a me ajeitar. Uma delas, amiga da família do Rodrigo, me deu a maior força. Me passaram para outra maca, pequenininha. Achei até que ia cair.

Quando eu vejo, chega o Dr. Jorge, me ohando com uma cara... foi engraçado, pq ele sempre disse pra que eu conversasse com as meninas, para que elas nascessem depois das 37 semanas, e eu fiz isso a gravidez toda... quando ele chegou, eu disse – “Dr. Jorge, eu pedi, mas elas não quiseram esperar...” Ele, japonês e super calmo, me explicou tudo que aconteceria. A Dra. Catarina tb auxiliaria ele. Fiquei feliz!

A anestesista veio conversar comigo, me explicou como seria o procedimento.

Bom, começou... fiquei sentada na maca, enquanto duas enfermeiras me seguravam e a anestesista aplicava a raque. Na mesma hora comecei a ter contração, e foi o momento mais doloroso (fisicamente falando). Eram várias injeçõezinhas. Eu não conseguia relaxar o ombro e a enfermeira ficava tentando me ajeitar. Sentia choquinhos nas pernas. Era a anestesia pegando. Rapidamente, deitei e já não sentia mais nada. As pernas estavam pesadas, só sentia que estavam mexendo nelas, mas nada de dor ou desconforto. Me depilaram, colocaram a sonda e já armaram toda aquela “panaiada” que fica na nossa frente. As pediatras se apresentaram e eu pedi que elas cuidassem bem das minhas bebês.

Nesse momento eu só queria saber onde estava o Rodrigo. Daqui à pouco ele chega, de roupa azul, máscara e touca. E disse – “Trouxe um fotógrafo!”. Fiquei super feliz e agradeci a ele aquele presente. Eu estava deitada, com os braços abertos. Os médicos já cortando e fazendo todo procedimento da cesárea. O Rodrigo olhando tudo e de mãos dadas comigo todo o tempo. Eu estava dura. Batia o queixo de frio, por causa da anestesia.

Eu perguntava o que estava acontecendo e o Rodrigo não falava muita coisa. O meu medo maior era em que estado as meninas sairiam da minha barriga. Estava tranqüila, mas tensa de preocupação com elas. De repente, o Ro diz – “Acho que vem bebê por aí”. Mais um tempinho e escutei o primeiro chorinho. Fiquei aliviada, a Isabela nasceu chorando. Nem vi a nenê, passaram correndo com ela para outra sala. Eu só escutava o choro dela, muito diferente e engraçado.

Um minuto depois, outro chorinho. Era a Vitória chegando. A mesma coisa: passaram correndo com ela e eu nem a vi.

Perguntaram para mim os nomes e quem seria a 1ª e a 2ª. Isabela a primeira e Vitória a segunda.

O tempo todo queria saber se estava tudo bem. Achava que ia chorar no parto, me emocionar. Confesso que não conseguia sentir nada. Parecia que eu estava dentro de um filme, que me via fora daquela situação. Eu queria chorar, amar, ficar feliz, qualquer coisa, mas nenhum sentimento vinha. O Rodrigo chorava e eu só queria saber delas...

Mais um tempinho e vieram trazendo a Isabela, toda enroladinha em um lençol azul. Cabeluda, com o narizinho igual ao do papai. Não deixaram que ela ficasse muito tempo. A pediatra disse que ela estava cansadinha e tinha que ir.

Daqui à pouco vem a Vitória. Ainda menorzinha que a Isabela, mas com aquele mesmo narizinho e um tantão de cabelo preto! Na Vitória, me deixaram dar um beijinho e eu ri pq ela fazia bolinha de cuspe com a boca.

O Rodrigo teve que ir e eu fiquei sozinha, com o Dr. Jorge e a Dra. Catarina terminando a cesárea. Agradeci muito à Deus pq minhas pimpolhas nasceram chorando forte. Eu não sabia mais nada, só isso... que choravam igual a Chiquinha, do Chaves.

Foi mais demorado terminar a cesárea do que iniciar. Uma hora o Dr. Jorge olhou pelo pano para ver se eu estava dormindo, de tão quietinha que estava. Toda hora a anestesista vinha me perguntar se estava tudo bem e ficava ao meu lado.

Depois de tudo pronto, me passaram para outra maca e fiquei em outra sala, me recuperando do parto. Demorou quase 2 horas até que me levassem para o apartamento.

Quando cheguei, vi que minha mãe tinha pendurado o enfeite de porta, lindo, com os nominhos delas. Aí comecei a me sentir um pouco melhor.

Soube que as meninas estavam na UTI Neonatal, na encubadora, mas estavam bem. O Rodrigo foi com elas até lá depois que saiu do centro obstétrico e foi ele quem me contou.

:: Postado por Mamãe Ju às 17h27
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O PRIMEIRO DIA DO PÓS PARTO

Na tarde do dia 25, dia em que elas nasceram, a Ju e o Cebola vieram me visitar no Hospital. Só que, quando eles chegaram, a cama em que eu estava deu um problema e começou a se mexer sozinha. Ainda bem que duas enfermeiras estavam ali e já me passaram para uma maca pra que trocassem a cama. A anestesia tinha passado, então já me sentia um pouco dolorida. Colocaram a maca onde eu estava no corredor. Isso era por volta das 14h. Foi quando abriram a cortina da UTI Neonatal (isso só acontecia 3x ao dia). Minha mãe pediu para as enfermeiras se podia levar a maca até o vidro da UTI para que eu pudesse ver minhas filhinhas, já que ainda não tinha visto direito. Deixaram!!! Pelo vidro, ví as duas pitoquinhas na encubadora, de toquinha e cheias de fiozinhos e tubinhos ao redor, que depois eu entenderia pra que serviam. Foi muito bom ver minhas filhotas.

Às 16h, uma enfermeira veio para que eu pudesse tomar banho. Desci da cama e fui até o banheiro com a ajuda da minha mãe. Tomei banho sozinha, com a minha mãe direcionando o chuveirinho em mim. Ela estava impressionada com a minha recuperação.

De noitinha, vieram me visitar a Evelyn, Regiane e Rose. Aí, às 20h30 pude fazer minha primeira visita à UTI Neonatal.

:: Postado por Mamãe Ju às 17h26
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19 DIAS DE UTI.

Começava ali minha rotina de “mamãe de UTI”.

Dr. Jorge, de tarde, veio me ver e disse que elas estavam super bem. Isabela teve APGAR 7 e 9 e a Vitória, 6 e 8. Melhores do que eu, quando nasci, que ganhei 5! Fiquei mais feliz!!!

Naquela noite, fui caminhando o mais rápido que conseguia, estava doida pra ver as meninas. Apesar do desconforto, minha dor era mais psicológica do que física. Queria saber como elas estavam. 

Eu e Rodrigo entramos na UTI e uma enfermeira nos orientou à lavar as mãos e vestir um avental. Entramos na sala onde estavam as encubadoras. Minha primeira reação foi chorar! Foi um misto de alegria e dor, ao ver minhas filhas com set up no nariz (para auxiliar a respiração), sonda na boca e cheias de sensores e caninhos por onde tomavam remédios direto nas veias. Uma enfermeira veio me explicar como tudo funcionava e perguntou pq eu estava chorando. Era muito ruim ver elas daquele jeito. A enfermeira me explicou que aquele era um procedimento normal para bebês prematuros. A Dra. Ana, uma das pediatras que fez meu parto, também veio falar comigo e me explicou tudo.

No dia seguinte, Dr. Jorge veio me ver e contou que a Isabela já tinha tirado o set up e respirava sozinha, sem auxílio. Fiquei radiante. Mais um dia e foi a Vitória quem “copiou” a irmãzinha e fez o mesmo.

Nos dias que fiquei no hospital, a rotina era a mesma: ia à sala de coleta de leite para estimular o peito, das 11h às 12h ia ver as meninas, o que se repetia das 14h30 às 15h. Novamente ia estimular a saída do leite e à noite, das 20h30 às 21h, visitava novamente a UTI Neonatal.

O estímulo do leite é um capitulo à parte!!! No primeiro dia, demorei 1 hora pra tirar 10ml, o que depois foi melhorando, mas eu suava de nervoso, achando que não teria leite! Ainda mais pq as meninas começaram a mamar por sonda. 1ml por mamada, dá pra acreditar?

No sábado, dia 29, recebi alta. Vim para casa com o Rodrigo e minha mãe, de mãos vazias, sem bebês. Chegando em casa, começamos a arrumar tudo, pois não sabíamos quando as meninas sairiam da UTI.

Os dias foram se passando assim. Ia para o Hospital às 10h30, tirava leite, ia para a visita. Almoçava, tirava leite, ia para a visita da tarde. Saindo da visita, tirava leite novamente. De noite, ou ia mais cedo ou ficava para depois da visita para tirar leite. Me sentia uma vaquinha. Ainda mais pq nos primeiros dias, difícilmente saía muita coisa. A não ser na primeira retirada do dia. Eu via as outras meninas tirando, facilmente, 150ml, enquanto eu remava para tirar 50ml. E isso começou a apertar, pq as meninas passaram de 1ml inicial para 45ml cada uma, de 3 em 3 horas.

A primeira semana foi a mais complicada. As meninas estavam direto na encubadora. Nós podíamos toca-las e era o que fazíamos todo o tempo. Tocávamos e conversávamos. Depois eu e o Rodrigo trocavamos de bebê, ou, quando eu estava sozinha, dividia meu tempo entre as duas.

No início da segunda semana de UTI, as meninas foram liberadas para mamar no peito. Com o auxílio de uma fonoaudióloga, a Vitória foi a primeira a fazer isso. A fono sugeriu que eu usasse um bico de silicone para facilitar para as meninas, coisa que faço até hoje e funcionou muito bem. Cada dia era uma evolução. Já respiravam o mesmo oxigênio do ambiente, estavam com o pulmão funcionando melhor, mamando por sonda cada dia mais, entre outras surpresas boas. Apesar de tudo isso, eu vivia dependente da máquina que marcava os batimentos cardíacos e respiração das duas. Um dia, explodi e chorei muito por causa disso. No dia seguinte, conversei com uma médica, a Dra. Cris, que é um amor, que disse para que eu esquecesse o raio da máquina.

No domingo, dia 6 de agosto, cheguei de manhã para tirar leite e a enfermeira disse que tinha uma surpresa boa para mim. Logo suspeitei que elas tinham saído da encubadora para o bercinho, coisa que ela confirmou.

Fui correndo para a UTI e elas já estavam na sala de cuidados Semi Intensivos. O Rodrigo segurava uma delas no colo com maior cara de orgulhoso! Entrei e pude, finalmente, pegar minhas filhas no colo. Ali sim, finalmente, me senti mãe!

Dali foi rápido. Tiraram as sondas para que elas mamassem somente na chuquinha e no peito, e, finalmente, no sábado, dia 12, a Dra. Ana disse que elas estavam muito bem, que poderiam desligar os sensores que marcavam batimentos cardíacos e respiratórios porque ela deixaria a alta encaminhada. Quase explodi de alegria e ansiedade!

Liguei para minha mãe, que já tinha voltado pra Santos, e pedi que ela viesse.

No domingo de manhã, levantei mais cedo, fiz escova e coloquei o vestido que comprei especialmente pra ocasião. Cheguei na UTI para amamentar e levei uma cesta cheia de lembrancinhas para as enfermeiras, que eu dizia serem as “mãezinhas emprestadas” das minhas filhas, pois todas eram muito carinhosas e sempre me deram a maior força. Na bolsa, eu tinha as roupinhas que comprei pra saída da maternidade. Apesar de todos os macacões ficarem enormes, eu fazia questão de que elas estivessem sempre lindas, com tudo combinando.

Graças à Deus, às 16h do dia 13 de agosto, Dia dos Pais, acabou minha agonia de ser uma “mamãe de UTI”. Saímos do hospital escoltados por 2 enfermeiras e um segurança. Nos acompanharam na saída três mãezinhas, que se tornaram amigas durante todo esse tempo. A saída foi linda e emocionante. Me despedi das meninas, das enfermeiras e entramos no carro rumo ao nosso apartamento, para que Isabela e Vitória finalmente enchessem aqueles bercinhos com suas presenças, pois uma das coisas que mais me doeu durante todos esses 19 dias, era chegar em casa e ver o quartinho tão vazio!

:: Postado por Mamãe Ju às 17h25
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UM CAPÍTULO À PARTE: A CONFRARIA DAS MÃEZINHAS DE UTI.

Durante os 19 dias que ficamos na função de idas e vindas ao Hospital, tive a sorte de encontrar muita gente boa na mesma situação que eu. Foram personagens importantes para que eu não entristecesse, que sempre me colocavam para cima, apesar de estarem sofrendo também. Todas nos tornamos muito amigas, trocamos telefones e combinamos que nos aniversários de 1 aninho desses bebês, nos reencontraríamos! São elas:

 

Raquel – mamãe da Vitória. Raquel foi uma das primeiras com que tive contato. Ela tirava “litros” de leite na sala de coleta quando começamos a conversar e ela me deu dicas de como fazer o leite sair melhor. E funcionou. Raquel tem 22 anos, é casada com Tiago à 5. Tem 3 filhos: Pedro (5 anos), Miguel (1 ano e meio) e a Vitória, que estava na UTI. A Vitória é uma bebezona linda, loirinha, de olhos azuis e gorducha que teve um problema de falta de oxigenação no cérebro na hora do nascimento. Por isso estava lá. Ela é a cara da Raquel! Graças à Deus, a Vitória vêm evoluindo muito. É uma pessoa admirável, que foi minha companheirona! E, pelas notícias que recebi, ela já foi para casa.

 

Denise – mamãe da Roberta e Rafaela. São duas gemeazinhas “metidinhas” como as minhas, que nasceram de 28 semanas. A Denise está na função de UTI desde o dia 14 de julho. O problema das meninas era o mesmo que o das minhas: aprender a respirar sozinhas, mamar e engordar. Ela está nesse processo e quando saí da UTI, ela estava fazendo “mãe canguru”. Foi emocionante ver a primeira vez que ela pode pegar as meninas no colo. Ambas são muito espertinhas, levantavam a cabeça todo o tempo, parecia que iam sair “nadando” da encubadora. É questão de tempo para ela ir embora com as meninas, e foi ela quem deu notícias pro Rodrigo das mamães que já foram pra casa. Dessa turma, só ela ainda está lá.

 

Célia – mamãe do Vitor. Quanta risada a gente dava com essa mulher! Super bem humorada, é mãe também do Mateus, que tinha pra quem puxar, pois arrancava gargalhadas da gente. A Célia teve o Vitor e o levou para casa, mas dias depois ele teve probleminhas, que estavam tentando descobrir se eram estomacais ou de intestino. O Vitor é um bebezão lindo, que mama muito. Segundo a Célia, ele tem Sindome de Down, mas estava lá por causa desse outro problema, que não tem nada à ver com Down.

 

Elisângela – mamãe da Thamires. Eu e Elisângela fomos “vizinhas” de parto. Quando eu estava na sala me recuperando, ela estava entrando pra fazer a cesárea da Thamires. A bebê também nasceu de 32 semanas e teve alta um dia antes das minhas filhotas. A evolução delas era bem parecida. Elisângela é pastora evangélica, e me deu muita força durante todo esse tempo. Ficamos muito amigas e ela me ligou diversas vezes desde que saímos do hospital.

 

Alice – mamãe do Serginho. A Alice também era um barato! Tinha um marido muito engraçado, o Sérgio. O Serginho nasceu bastante tempo antes do previsto, com 1.040kg. Estava no processo de respirar sozinho, aprender a mamar e ganhar peso. Eles já estavam na UTI à mais de 60 dias! Quando retornamos no berçário para pesar as meninas, 2 dias depois da alta, encontramos o Sérgio e a Alice, felizes da vida, porque o Serginho tinha recebido alta... e eles, sossego merecido. Se eu não agüentava mais depois de 19 dias, imagina eles...parece que eles tiveram que voltar ao hospital pq o Serginho teve hérnia umbilical e foi operado, mas já voltou para casa.

 

Thayna – mamãe da Sophie. A Thayna teve uma gestação gemelar como a minha: placenta única e duas bolsas. A outra filhinha dela é a Sara. O parto dela foi com 36 semanas, tudo tranqüilo. Só que a Sara nasceu com 2.800kg e a Sophie, com 900gr! A Sophie não teve problemas de bebês prematuros, já que nasceu num tempo bom, mas tinha que engordar. Era a bebê mais chorona do berçário e a gente ria muito pq a Thayna contava que a irmãzinha dela também era assim. A Sophie era a “mascotinha” das enfermeiras. Quando recebemos alta, ela também estava com previsão de ser liberada no dia seguinte, segunda-feira. E, graças à Deus, isso aconteceu, pq foi difícil pra Thayna deixar uma em casa e a outra na UTI.

 

Rosana – mamãe do Guilherme. Ela é um pouco fechada, até porque o problema do Guilherme não era muito fácil de se comentar. Mas é uma pessoa de muita fibra e coragem. Enquanto estava grávida, já sabia como o Guilherme viria ao mundo e foi firme e forte! Um dos momentos mais difíceis para todas nós, “mãezinhas da UTI”, foi ver a Rosângela e o marido dela chorando depois de um pediatra conversar com eles. Todas nós ficamos abaladas. Fiquei sabendo à pouco que o Guilherme faleceu. Infelizmente, o problema dele era irreversível...

:: Postado por Mamãe Ju às 17h24
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DEMOREI, MAS TÔ DE VOLTA...

Oi gente, desculpa a demora em aparecer aqui... eu andei meio sem inspiração prá escrever. Esse mês foi meio danado. Não estava muito animada com nada, foi esquisito. Fiquei muito ansiosa!

Bom, vamos começar pelo começo:

 

O “ARRAIAL DAS MENINAS” – CHÁ DE BEBÊS

 

Um dia antes, tinha sido o aniver de 1 aninho do Gabriel, meu sobrinho. Foi uma graça. Ele se divertiu muito! Nunca vi uma criança de 1 ano se divertir tanto no próprio aniversário. Fizemos tudo num fim de semana só, eu e a Evelyn, pq queríamos aproveitar que minha sogra estaria aqui e curtiria os eventos de todos os netinhos, já que ela mora em B.H.

 

No dia do “Arraial”, eu, Rô, Evelyn e minha sogra fomos lá ajeitar tudo. Eu tava daquele jeito, meio jururu, ainda chateada com as pessoas que convidei e fizeram pouco caso. Eu bem que tentei me animar, mas tava difícil. De qualquer maneira, a decoração ficou bonitinha. Simples, mas bonitinha.

 

Não consegui chegar na hora. Tava complicado pra me arrumar. Coloquei uma roupa e me odiei! Nossa, qdo a gente ta ruim, parece que tudo é cinza! Credo! E num dia que era pra ser tão feliz pra gente! Bom, chegou reforço pra me ajudar: a Cris e a Sandra,que foram uns amores.

 

Desci pro salão e as pessoas começaram a chegar. As primeiras foram minha madrinha Márcia e minha Tia Silvia. Fiquei super feliz, pq não via minha madrinha há 12 anos. Ganhei presentes lindos delas! Minha mãe, minha vó e o Ricardo tb chegaram.        

 

Enquanto isso, o povo tava na cozinha esquentando salgadinho (q eu não queria fazer) e fazendo cachorro quente e quentão. Já aprendi – da próxima vez não faço nada que precise esquentar, pq fiquei boa parte da festinha na cozinha pegando bandeja de salgadinho quente e servindo as pessoas. Nisso, todo mundo que tava me ajudando tb não conseguiu aproveitar. E isso, somando com o que já me chateava, ferrou meu dia!

 

Depois que tudo foi devidamente esquentado e servido, consegui passar um pouquinho em cada mesa pra conversar com meus convidados. Pena que não pude dar muita atenção à todos, como eu gostaria de ter feito. Mas acho que todo mundo entende, né?

:: Postado por Mamãe Ju às 11h54
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CONTINUAÇÃO...

Vieram ao nosso “Arraial”:  Evelyn, Ricardo, Simone, Geovanna, Roseli, Neusa, Rê, Rose, Ariane, Ju, Cebola, Regina, Gabriela, Thiago, Jovana, Sônia (sogra), Tony (sogro), Luciene, Sandra, Adri, Rodrigo, Cris, Carol, Rodrigo, Patty, Daisy, Lívia, Horácio, Raulzinho, Fer, Gu, Dani, Carol, Tia Silvia, madrinha Márcia, Ví, D. Elza, minha mãe Alva, minha vó Angela e meu padrasto Ricardo. E aqueles que não puderam vir e mandaram os presentes: D. Carmen, Kátia, Tia Dedé, Kelly, Claudine, Paulo e Marina.
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Ganhei muitos presentes fofos e muitos presentes úteis. Olha aqui o saldão da festa: 2 toalhas de banho, 3 babadores, 5 potes de lenços umidecidos, 1 pacote de algodão bolinha, 1 caixa de cotonete, 3 toalhas fralda, 13 fraldinhas de boca, 2 conjuntos de mamadeiras (3 mamadeiras em cada kit), 2 trocadores portáteis, 1 bico de silicone prá amamentação, 2 prendedores de chupetas, 1 tesourinha de unhas, 1 termômetro de banheira, 1 saboneteira, 1 aspirador nasal, 3 sabonetes, 2 shampoos, 1 talco, 1 óleo para bebês, 2 absorventes para seio, 13 pomadas anti-assadura, 6 macacões RN, 3 bodies RN, 1 boneca. FRALDAS - 120 un. tamanho RN, 632 un. de tamanho P, 84 un. tamanho P Noturna, 50 un. tamanho M, 12 un. tamanho M Noturna e 72 un. tamanho G.

 

 

As meninas começaram a pedir pra eu abrir os presentes, pra que todo mundo visse o que eu ganhei e eu atendi aos pedidos, claro, pq tb tava super curiosa. Não, não fiz aquelas brincadeiras. Não gosto...

 

Depois que todo mundo foi embora, “os confirmados” (eu, Rodrigo, Jô, Thiago, Ju e Cebola) continuamos conversando mais um tempão. Só aí consegui sossegar.

 

Trouxemos tudo pra casa. Sobrou muito docinho junino. Ai, meu Deus! Eu, né, com medo de ficar com tudo isso em casa fui dividindo com todo mundo. Mandei um monte pra Evelyn e separei um potinho pro meu sogro. Mas mesmo assim, ficou muita coisa aqui em casa. E eu querendo fugir dos doces. Não teve jeito...

:: Postado por Mamãe Ju às 11h52
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CONTINUAÇÃO...

QUE ANSIEDADE É ESSA???

 

Esse mês eu fiquei mais ansiosa que o normal e mais xororô que o normal. Sonhei muito que as meninas nasciam antes do tempo. Isso me assustou um pouco. Também senti cólicas diárias, desde o “Arraial”. Comecei a me cuidar mais, tentar ficar mais deitada. Ao mesmo tempo, começou à me dar um certo desespero de ver que já estava chegando aos 7 meses e nada estava pronto. Sim, gente, ainda falta muita coisa pra comprar, ainda falta arrumar o quartinho, faltam roupinhas, acessórios, mas, principalmente, falta dinheiro pra comprar tudo isso, hahahhahahahah. Que detalhezinho básico, né????

 

Ainda tinha outra coisa me atormentando que eu não vou comentar aqui, mas que me deixou ansiosa e ocupada o mês todo. Coisas profissionais... isso sim gerou muita ansiedade e fez com que aqueles docinhos juninos fossem consumidos na quantidade de 4 a 6 unidades diariamente. Não via a hora de acabar! Pq qdo a gente ta ansiosa, doce é igual droga! Mas é algo que já passou e não me atormenta mais, graças à Deus!

 

Teve uma noite, na semana passada, um dia antes do meu aníver, que chorei compulsivamente. A gente fica segurando as coisas e de repente elas explodem. Naquele dia explodiu toda minha angústia, minhas dúvidas, meus medos, meus anseios, minhas preocupações, minhas frustrações...e depois de ter chorado um tempão, melhorei! Sim, parecia que aquilo tudo tinha que sair pra eu ficar numa boa. E foi o que aconteceu. Ainda bem, pq no dia seguinte era meu aniver!!!

 

MEUS 28 ANINHOS – 22 DE JUNHO – VIVA EU!!!

 

Meu aniver começou lindo! O Rodrigo, meu amado, idolatrado, salve, salve, me mandou uma super cesta de café da manhã. 8h30 o interfone aqui de casa começou a tocar compulsivamente e qdo fui atender, me avisaram que tinha uma entrega pra mim. Que coisa mais linda, fiquei super feliz! Acordei ele pra agradecer e pra gente tomar café juntos! Foi tudo de bom!

 

 

O Rodrigo foi pra casa do pai dele ajudar no conserto do carro (e o final foi péssimo – de 1 coisa estragada, eles passaram pra 3! Hahahahahahhaha). De tarde, a Simone veio me buscar pra eu ir assistir o jogo do Brasil x Japão na casa dela. Foi muito legal. Tinha muita gente lá. E o Parreira ainda me deu o maior presentão, né? Metemos 4 no Japão! No final do jogo, o Rô veio me buscar (todo sujo, coitado). Viemos pra casa nos arrumar... claro, o dia ainda não tinha terminado.

 

Simone com Geovanna, eu, Evelyn com Gabriel.

 

Nos arrumamos e fomos jantar no Baby Beef com o Thiago e a Jovana, que já tínhamos combinado, pra comemorar meu níver. A Jô levou uma amiga dela, a Aline, que mora em Salvador e tinha vindo visita-la. Foi bem gostoso. Demos muita risada, foi divertido. Depois do jantar, fomos comprar os presentes do chá de bebê da Ju, que seria no domingo, dia 25.

 

Meu aniver foi muito legal.

Jô, Aline, Rô, eu e Thiago.

:: Postado por Mamãe Ju às 11h50
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CUIDADOS COM AS MENININHAS

 

Dia 19/06, tomei a vacina anti-tetânica. Detesto tomar vacina, né, mas fazer o quê??? Precisa... No dia seguinte parecia que tinha tomado uma porrada no braço, mas foi menos mal do que eu imaginava. Ah, nesse mesmo dia fui comprar uma camisolinha pra eu usar na maternidade. Coisa mais fofa, azulzinha com um pingüim na lateral esquerda, todo lindo! Com botãozinho, claro....assim as meninas podem mamar à vontade. E falando em mamar, na semana passada o leite se manifestou de novo. Fiquei muito feliz mesmo!

 

Tinha marcado um exame no dia 23, sexta-feira, de glicemia. Mas cheguei no laboratório Delboni Auriemo e o convênio sempre faz doce pra aprovar os exames lá. Ou seja, teria que esperar 2 dias pro convênio autorizar. Ah, vão se catar. Já cansei de fazer isso e a Unimed daqui nem entrar em contato com a Unimed de Erechim. No fim, eu tinha que resolver tudo sempre com a ajuda do pessoal de Erechim, que são super prestativos. Então, fui à outro laboratório e marquei o exame pra amanhã, terça-feira, dia 27. Foi até bom, pq um dia antes do exame do dia 23 era meu aniver, então tomei uma tacinha de champagne pra comemorar e eu tinha que ficar 24 horas sem beber nada. Acho que era pq tinha que ser mesmo. Mas amanhã me toca estar 7h no laboratório pra tomar aquela gororoba doce do exame. Blagh!!!

 

Na próxima semana, lá vou eu pro pré-natal de novo. Esse mês é bem provável que tome xingão do médico de novo, por causa do peso. Estou plenamente consciente que não me cuidei. Não que tenha comido em quantidade, mas pq não comia nada que prestava. De uma semana pra cá que to tentando me recuperar desses pecados, mas não sei se adianta, né, acho que tem q ser sempre comportada. Não sinto ter engordado tanto, mas me sinto um pouco mais inchada.

 

Apesar de tudo, to me achando uma grávida visualmente bem, pq só minha barriga que ta grande mesmo. O resto continua no lugar. Agora os braços estão um pouco mais inchados, mas nada absurdo. Dizem que é agora que a gente engorda pra caramba, mas a impressão que eu tenho é que a barriga estacionou um pouco no crescimento. Parece que ta só um pouco maior que o mês passado.

 

 

Espero que meu médico peça logo um ultrassom, pq to muito ansiosa. Preciso saber como elas estão, principalmente em relação ao peso delas, pq tem uma aqui que se mexe demais e a outra é bem mais quietinha. Quero ver se isso tem relação com o tamanho delas ou com a personalidade mesmo.

 

Esses dias eu tava deitada e começou a tocar na TV a musiquinha que canto pra elas desde que descobri que estava grávida, “Fico assim sem Você”, com a Adriana Calcanhoto cantando. E eu comecei a cantar e elas chutavam muito. Foi uma delícia. Chorei bastante, mas pq tava muito emocionada. Tem uns mistérios na vida que a gente não entende, né? Foi lindo sentir minhas pequenininhas e me sentir em sintonia com elas. O Rodrigo chegou em casa e eu contei pra ele o que acontecia e chorei tudo de novo. Ele deu risada, pq como não sente elas o tempo todo, é difícil de entender o que eu digo com tanta emoção, mas ele sabe que minha relação com elas é diferente, apesar de quê ele ama essas meninas declaradamente. Que pai mais babão!!! Ele fala com elas, brinca, um barato! Esses dias ele tava imaginando elas aprontando, jogando estalinho nas festas juninas... vê se pode??? E me disse, de forma muito linda, que essas meninas estão vindo pra trazer muita felicidade pras nossas vidas. O Rô não é muito de falar, mas matou à pau nesse dia!!! Mandou muito bem!!!

:: Postado por Mamãe Ju às 11h49
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CONTINUAÇÃO...

FUI À IGREJA

 

Como tenho me sentido muito desesperada e ansiosa, aproveitei o convite da minha cunhada e fomos à Igreja no domingo de manhã. Sou católica, mas gosto demais de ir à igrejas Evangélicas, pq é onde eu consigo entender o que Deus quer nos dizer. E estava precisando muito disso.

 

Eu e a Evelyn fomos no Bola de Neve. Foi uma bênção o culto. Maravilhoso, ouvi tudo aquilo que precisava. Me senti plena quando saí de lá! Tomara que eu consiga ir sempre, pq é longe. Vou colocar maior pilha na Evelyn, pq aí vamos juntas de carro.

 

 

Eu ainda tenho que me treinar um pouco, deixar passar longe os pensamentos ruins e imaginar tudo certinho acontecendo, só bênçãos nas nossas vidas e muita proteção. Ando um tanto quanto negativa, até minha mãe tava preocupada com isso, mas to me apegando muito à Deus, pq agora, só Ele mesmo pra resolver!!!

 

O CHÁ DE BEBÊ DO ARTHUR

 

Ontem, domingo, foi o chá de bebê do Arthur, baby da Ju e do Cebola. Foi bem legal. Conheci umas amigas da irmã dela (Gabriela) muito queridas. Elas tb são evangélicas e uma delas, a Natália, me deu a maior força, falou coisas muito lindas pra mim! Foi bem legal.

 

O chá foi divertido, elas fizeram uma brincadeira muito inteligente. Fizeram o BINGO DO ARTHUR! Cada uma recebeu uma cartelinha com presentes que a Ju tinha pedido e ai, qdo ela errava, a gente assinalava. Quem fizesse bingo antes, ganharia um presente (lindo, um kit banho). Só faltou um item pra eu ganhar!!! Que peninha, pq era muito fofo!!!

 

Mas foi bem legal, a Ju ganhou muitos presentes pro Arthurzinho. Eu levei dois pacotes de fraldas RN, 1 mamadeira e 1 macacãozinho bem verão – a cada da Ju e do Cebola pra levar o Arthurzinho pra praia, hahahahahaha!

 

BOM, GENTE, VOU FICANDO POR AQUI PQ JÁ FALEI DEMAIS! SEMANA QUE VEM TENHO NOVA CONSULTA E AÍ VOLTO PRÁ CONTAR TUDO.

 

BEIJOS!!!!

 

:: Postado por Mamãe Ju às 11h47
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Teus filhos não são teus filhos.
São filhos e filhas da vida por si mesma.
Eles vêm através de você, mas não de você!
E, embora estejam contigo, não te pertencem...
Poderá dar-lhes seu amor, mas não seus pensamentos,
pois eles têm os seus próprios pensamentos.
Poderá acolher seus corpos mas não suas almas, pois suas almas habitam, a mansão do amanhã, que você não pode visitar nem mesmo em sonho.
Poderá tentar ser como eles, mas não tente torná-los semelhantes a você!
Pois a vida não pára nem se atrasa com o dia passado.
Você é o arco pelo qual seus filhos, como flechas vivas, serão projetados.
O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e ele te dá sua força para que suas flechas voem céleres para longe...
Que a sua firmeza pela mão do arqueiro seja para a alegria.
Pois assim como ele ama a flecha que envia, ama o arco que permanece.

(Texto de Kalil Gibran)

:: Postado por Mamãe Ju às 18h35
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CONSULTA DO PRÉ-NATAL E CHÁ DE BEBÊS DE S. PAULO

Oi gente... vim contar hoje da minha consulta do pré-natal, que foi ontem pela manhã. Fiquei super feliz, pq engordei só 900gr. As meninas estão super bem. Segundo o médico, uma delas é quietinha e a outra parece a Mônica, da Turma da Mônica, pq é toda espoleta. Eu já tinha notado isso, pq, realmente, a que tá do lado direito mexe muito mais, me dá cada chutão!!!

Minha pressão tá boa, o tamanho da barriga tá bom, tá tudo bom! Só tenho que fazer agora aquele exame de glicemia, que tem que tomar uma gororoba doce... e também tomar a vacina anti-tetânica. Ai, não gosto de tomar vacina... mas fazer o quê???

O médico tb disse que na próxima consulta, qdo eu vou estar com 30 semanas, ele já vai pedir prá eu começar a tomar as injeções de corticóide prá amadurecer os pulmões das gurias. Assim fico mais tranquila caso resolvam nascer antes, mas duvido.... tenho certeza que vou passar das 36 semanas com folga.

Ontem à tarde fui no Salão do Turismo. Foi ótimo, pq reencontrei várias pessoas com quem já trabalhei (Mônica, Danilo, Karem, Ivani, Priscila, Dani...) e também amigos da facul e de trabalho lá do sul (Rose, Tati, Max, Ju, Bel, Thiaguinho...). Mas a grande surpresa mesmo foi reencontrar minhas professoras Norma e Suzana! Nossa, fiquei muito feliz. Fazia muito tempo que não as via. Elas foram minhas professoras na PUC e reencontrá-las agora, eu assim, gravidona, foi show!!!

Aproveitei que tinha ido no médico ontem e abusei um pouquinho... tinha uma área de degustação lá que vc pagava R$ 3,00 e podia escolher um prato (de degustação). Comí um de Alagoas, com uns camarões enormes, uma delícia. Depois, quando tava indo prá casa, comí pipoca de groselha, q tava com vontade fazia tempo... mas to vendo q não entra mais tanta comida... ainda bem. Agora já vou me comportar de novo.

Olha eu com os bonecos de Olinda! Sou quase do tamanho deles:

Bom, outro assunto... o chá de bebê daqui de S. Paulo. Tô ficando chateada com algumas coisas, algumas atitudes...

Eu e o Rodrigo resolvemos fazer essa festinha mais para ter todas as pessoas que gostamos ao nosso redor. Queríamos nossos amigos e nossa família perto da gente nesse momento. E estamos fazendo o melhor prá que a festa fique bem legal e divertida. Mas parece que as pessoas não entendem isso... parece que todo mundo acha um saco ou uma obrigação "ter" que vir... isso tá me deixando muito triste, sabe? Ao contrário do de Santos, que tava todo mundo super animado e ninguém faltou... Todo mundo arruma desculpa, ou fica se fazendo de gostoso(a)... pô, será que ninguém entende??? Eu fiz justamente uma festa, e não um chá de bebê, prá que fosse divertido e gostoso prá todo mundo, sem aquelas brincadeiras bobas q detesto, mas o povo nem tchuns... me esforcei, fiz convite, imprimí, mandei pelo correio, gastei, avisei todo mundo com antecedência e o povo não dá nem bola. Tô muito indignada, sabe? Não sei como vai ser, não sei quem vem, mas não vou ficar pedindo a presença de ninguém. Eu vou saber quem é quem por quem vai estar aqui no domingo. É bom, assim aprendo a ser bem egoísta e pensar só em mim, no Rodrigo e nas minhas filhas, ao invés de ficar gastando com quem não merece!

Temos muitos bons amigos, é verdade, e vamos ver se eles estarão aqui no fim de semana... vamos ver...

 

 

:: Postado por Mamãe Ju às 13h36
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O CHÁ DE BEBÊS DE SANTOS

Demorei prá vir contar, mas tô aqui! O chá de Santos foi MARAVILHOSO!!!! Fiquei super feliz, foi todo mundo, incrível! Minha mãe e a Solange organizaram tudo perfeitamente, tava muito gostoso e lindo. Fiquei me achando, né? Foi muito carinho prá um fim de semana só. Isso me deixou contente demais!

Como vcs podem ver na foto acima, ganhei muitos presentes. Tá aqui a lista: 5 lençois de berço, 3 lençois de carrinho, 2 conjuntos de body + mijão, 2 bodies, 2 blusinhas, 2 macacões de plush G, 2 macacões de plush M, 2 sapatinhos, 12 pares de meias, 6 toalhas de banho, 3 toalhas fralda, 1 shampoo, 1 condicionador, 1 sabonete, 2 pacotes de algodão bolinha, 2 potes de cotonetes, 1 garrafa térmica branca, 2 porta chupetas, 1 porta leite em pó, 2 porta mamadeiras térmicos, 1 pote gigante de lenços umidecidos, 2 tubos de Dermodex. E de fraldas, no total - 206 tamanho P, 28 tamanho P Noturna, 162 tamanho M, 12 Tamanho M Noturna.

CARAAAAAAAAAAAAAAAAAACA!!!! Rendeu, hein???

Bom, depois de toda essa função, já voltei prá S. Paulo e estou organizando a festa daqui agora, que será na próxima semana. Olha só o convitinho (segue o mesmo estilo de Santos, mas muda as cores, pq aqui a festa vai ser para guris e gurias):

No sábado vai ser a festinha de 1 aninho do meu sobrinho Gabriel, então vamos aproveitar que minha sogra estará aqui e já fazer tudo!

Bom, agora saindo das festas e falando da vida como ela é...

Cheguei de Santos e o Rodrigo tinha pintado todas as portas do apartamento de branco. Ficou ótimo. Também terminou de pintar o quartinho. Agora estamos tentando pintar o guarda roupa embutido, mas tá difícil, pq a madeira chupa toda a tinta, então tem q passar váaaaaaaaarias mãos. Além disso, o Rodrigo tá na maior função ultimamente e não vai conseguir parar tão cedo prá fazer isso de novo. Mas tudo bem, há tempo. Além disso, qdo ele for pintar tenho que cair fora de casa, já que o cheiro é horrível.

Gente, tô sem nada de roupinha RN e P. Tenho que providenciar urgente. Tenho só os bodies e os mijões, mas os macacões que se usam por cima, não tenho nada!!! Só prá maternidade tenho que levar 12 macacões RN, então imagine! Muitas amigas estão arrecadando as roupinhas das filhas prá me emprestar, mas como ainda não ví nada, não sei o que vêm... não sei se é só roupa grande ou se tem isso que preciso tb.

Esses dias chorei muito... fico muito preocupada de como vai ser depois que as meninas nascerem, se vou dar conta, se vamos ter grana prá sustentarem depois que elas crescerem mais, se vou saber fazer tudo em dobro... ganhei um livro no chá de bebê de Santos, da Daisy (madrinha do Digo, meu irmão) que se chama CRIANDO FILHOS GÊMEOS:

O livro é ótimo e te coloca bem na real. Te tira aquela idéia "romântica" de ter gêmeos. O negócio é punk. E ao mesmo tempo que eu fico eufórica, eu fico apavorada. Mas não sou a única não, pelo menos o livro diz que eu sou bem normal, hahahahaha!

Estou com uma vontade incrível de voltar à trabalhar e ganhar dinheiro. Só tomara que eu tenha oportunidades.

Tenho ouvido muitos elogios, de como estou bem. Fico feliz, pq estou me sentindo ótima mesmo! Claro, que vai passando o tempo e a barriga vai pesando, o fôlego vai ficando mais curto... mas eu tô muito bem. Graças à Deus eu tô cheia de saúde, disposta... e isso só reflete por fora, né?

Olha eu aqui com 25 semanas de gravidez:

Terça que vem tenho médico. Espero ter engordado pouco este mês. Se eu tiver que ouvir tudo aquilo de novo, vou dar passe livre prá ele me internar e eu ficar à soro e bolacha de água e sal, como ele diz.

:: Postado por Mamãe Ju às 12h06
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CHÁ DE BEBÊ VIRTUAL

Gente, como tenho muitos amigos fora e muitos querem meu endereço prá mandar alguma coisinha prás meninas, acabei fazendo um "chá de bebê" virtual prá quem é de longe... tem duas listas, uma na loja Abracadabra e outra nas Americanas. Os links estão abaixo para quem se interessar:

ABRACADABRA - http://www.abracadabra.com.br/site/listapresentes-exibir.cfm?IdLista=261187409

AMERICANAS - http://carrinho.americanas.com.br/listapresentes/script/ListaBebe/AlpFrame.jsp?urlRetorno=http%3A%2F%2Fcarrinho.americanas.com.br%2Flistapresentes%2Fscript%2FListaBebe%2FAlpListaPresentes.do%3FeventId%3D22493

Beijos e brigada!

:: Postado por Mamãe Ju às 11h27
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